Banquetaço – em defesa do CONSEA, DAB marca presença

Banquetaço – em defesa do CONSEA, DAB marca presença

Recriado no ano de 2003, o Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA) constituiu-se como “espaço institucional para o controle social e participação da sociedade na formulação, monitoramento e avaliação de políticas públicas de segurança alimentar e nutricional, com vistas a promover a realização progressiva do Direito Humano à Alimentação Adequada”. Competia-lhe propor à Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional as diretrizes e prioridades da polícia nacional de segurança alimentar e nutricional. Participou da formulação de importantíssimas políticas públicas como a  Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica,  Programa de Aquisição de Alimentos, a garantia da compra de produtos oriundos da agricultura familiar na Política Nacional de Alimentação Escolar, teve um papel crucial na criação da Emenda Constitucional 64 que instituiu o o Direito Humano à Alimentação Adequada na Carta Magna, acompanhava o debate público sobre o controle na regulamentação de agrotóxicos no Brasil. O tempo verbal está no pretérito. Por meio da Medida Provisória nº 870, lançada no primeiro dia de mandato do atual governo federal – o que indica ser algo do núcleo programático do mandatário, já aspirado pelas forças que compõem seu governo – o Consea e demais conselhos vinculados à Presidência da República, foram extintos. Um sinal inequívoco de recusa de princípios democráticos de participação da sociedade civil organizada no ciclo de políticas públicas ou, mais ainda, de mesmo um diálogo ou escuta com a mesma. Leva as atribuições do Consea para um opaco gabinete do Ministério da Cidadania e fragiliza a institucionalidade e exigibilidade relativo às políticas públicas. Esta ação fatídica ocorre num contexto em que, no ano precedente – 2018, mais...
IV CAMINHADA URI GOIÁS: CONTRA A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

IV CAMINHADA URI GOIÁS: CONTRA A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

  Como iniciativa de um coletivo de lideranças religiosas e como ação da URI – United Religions Iniciative, for Latin America and the Caribbean – que atua a partir do estado de Goiás e Região, tivemos um ato público de enfrentamento a intolerância religiosa e pela paz na cidade de Goiânia. A ação teve o objetivo de marcar o dia 21 de janeiro que foi criado como Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Esse dia foi afirmado através da Lei nº 11.635, de 27 de dezembro de 2007, e sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dessa maneira o Estado reconhecia a existência dos problemas resultantes da intolerância religiosa que existe em nosso país. Coordenado pela Yalorixá Marileia de Osumare, responsável pelo terreiro Asé Dan Fé Èrò na cidade de Goiânia, o ato contou com a presença de várias lideranças religiosas de comunidades tradicionais de terreiros – Umbanda e Candomblé – de outras vivências religiosas. A concentração começou a partir das 9h da manhã, Parque Areião Bambuzal. Em seguida as pessoas presentes saíram em caminhada com faixas e cartazes se posicionando em defesa do direito aos diversos cultos e as diversidades religiosas. Segundo a Yalorixá Marileia é importante reconhecer e identificar a intolerância religiosa que ocorre mundialmente. Dessa maneira, o ato é uma forma de realizar uma ação pacífica para expressar que não concordamos com a intolerância. E dessa maneira enfrentamos as intolerâncias praticadas a partir dos espaços de vivências religiosas. E que chegam até os espaços públicos de nossas convivências comuns. Ou seja, nos espaços públicos de nossas cidades nas ruas, praças de nossos barros....
PRONUNCIAMENTO DA CÂMARA EPISCOPAL NO MOMENTO HISTÓRICO BRASILEIRO DIANTE DO SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES

PRONUNCIAMENTO DA CÂMARA EPISCOPAL NO MOMENTO HISTÓRICO BRASILEIRO DIANTE DO SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES

Não há medo no amor, Ao contrário: o perfeito amor lança fora todo o medo (1Jo 4:18ª) “Ai de mim se eu não anunciar boas notícias” (1Cor 9:16). A Câmara Episcopal da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil vem a público conclamar as pessoas que participam de nossa igreja e a sociedade brasileira para uma séria reflexão sobre o segundo turno das eleições presidenciais e para governadores e governadoras nos estados. Vivemos um momento em que comportamentos agressivos, intolerantes e a disseminação de notícias falsas por si só violam frontalmente princípios de fé inegociáveis. Seguidores e seguidoras de Jesus não podem ignorar o quanto, nosso Senhor Jesus Cristo, exaltou quem é mansa, as pacificadoras, as pessoas perseguidas por causa da justiça (Mt 5.9). Pois, a verdadeira religião é a prática do amor, amar a bondade e a prática do direito e da justiça para todas as pessoas (cf Jr 9.23; Mq 6.8; Tg 1.9). A questão não é que haja conflito na sociedade. Todas as sociedades humanas, em todos os tempos e lugares, convivem com o conflito. Ele expressa, em termos elementares, o inconformismo com a injustiça, a violação de direitos, a opressão econômica, a discriminação. O que nos preocupa como pastores e pastoras é a incitação ao mesmo pela negação ao debate e ao diálogo, pelo ódio a quem pensa diferente e pelo uso da mentira como arma para demonizar pessoas e projetos. A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil faz parte da Comunhão Anglicana presente em mais de 150 países do mundo e que, através de seus documentos de reflexão teológica e de posicionamentos públicos, tem se colocado sem...
Catedral da Ressurreição elege nova Deã

Catedral da Ressurreição elege nova Deã

A reverenda Tatiana Ribeiro foi eleita a nova Deã da Catedral da Ressurreição, em Brasília. A escolha foi aplaudida pelos membros da Catedral no domingo passado (23/09), quando a primeira-guardiã da Junta Paroquial, Eneá de Stutz, comunicou a indicação. Eleita por unanimidade pelos membros da Junta, a reverenda Tatiana está em Brasília desde 2009. Quando aceitou o convite de Dom Maurício para trabalhar na Diocese Anglicana de Brasília, trabalhando como clériga associada na Catedral da Ressurreição, auxiliou no trabalho na Missão Filadelfia, foi Pároca na Paróquia São Felipe, em Goiânia, atualmente também é a coordenadora do Centro de Estudos Teológico Diocesano. O cargo de Deão da catedral estava vago há 19 meses. Antes foi ocupado pela reverenda Magda Guedes que em março de 2017 assumiu as paróquias de São João Batista e Trindade, na Diocese Anglicana de Pelotas, Rio Grande do Sul. Atualmente a Revda. Magda é também a Secretária Geral da IEAB. A instalação oficial da reverenda Tatiana no cargo de Deã deverá ocorrer no mês de novembro, em dia a ser posteriormente marcado. O certo é que a reverenda já conta com o apoio de seus paroquianos, e que Deus a abençoe e a guie nessa nova...
Quando o jarro se quebra: reflexão teológica sobre uma Igreja Segura

Quando o jarro se quebra: reflexão teológica sobre uma Igreja Segura

Como nos conta o bispo Cleophas Lunga, da diocese de Matabelalunga, na África, onde a água é uma comodite rara e preciosa, muitas vezes uma comunidade depende do carregador de água para saciar sua cede. A pessoa que carrega a água é vital para a vida da comunidade. E, no entanto, há um ditado dessas culturas que diz: Aquele que carrega o jarro de barro para buscar água para a família é quem mais tem chances de quebrá-lo. Quando as pessoas da Igreja são chamadas ao ministério, elas carregam a responsabilidade de prover a água viva da graça de Jesus Cristo. Se elas abusam da confiança que recebem da comunidade são como o carregador de água quebrando o jarro. Causa danos não apenas ao indivíduo e à família de quem é abusado, mas também a toda a comunidade. Se o carregador de água quebrar o jarro, toda a comunidade tem que agir para encontrar outro jarro; para cuidar dos que tem sede, para buscar por mais água, para descobrir por que o carregador quebrou o vaso e se podemos continuar confiando no carregador ou se a tarefa deve ser confiada a outro. Da mesma forma na Igreja, quando um de nós “quebrou o jarro”, todos nós devemos cuidar, proteger e curar, trabalhando na restauração de nossa casa espiritual, nossa comunidade, nossos companheiros seres humanos. Por isso, devemos oferecer cuidado, proteção e cura onde for necessário, para não colocar obstáculos no caminho do povo de Deus. Conheça um pouco mais sobre a reunião que aconteceu na Diocese Anglicana de Brasília por uma Igreja Segura no vídeo...