PRONUNCIAMENTO DA CÂMARA EPISCOPAL NO MOMENTO HISTÓRICO BRASILEIRO DIANTE DO SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES

PRONUNCIAMENTO DA CÂMARA EPISCOPAL NO MOMENTO HISTÓRICO BRASILEIRO DIANTE DO SEGUNDO TURNO DAS ELEIÇÕES

Não há medo no amor, Ao contrário: o perfeito amor lança fora todo o medo (1Jo 4:18ª) “Ai de mim se eu não anunciar boas notícias” (1Cor 9:16). A Câmara Episcopal da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil vem a público conclamar as pessoas que participam de nossa igreja e a sociedade brasileira para uma séria reflexão sobre o segundo turno das eleições presidenciais e para governadores e governadoras nos estados. Vivemos um momento em que comportamentos agressivos, intolerantes e a disseminação de notícias falsas por si só violam frontalmente princípios de fé inegociáveis. Seguidores e seguidoras de Jesus não podem ignorar o quanto, nosso Senhor Jesus Cristo, exaltou quem é mansa, as pacificadoras, as pessoas perseguidas por causa da justiça (Mt 5.9). Pois, a verdadeira religião é a prática do amor, amar a bondade e a prática do direito e da justiça para todas as pessoas (cf Jr 9.23; Mq 6.8; Tg 1.9). A questão não é que haja conflito na sociedade. Todas as sociedades humanas, em todos os tempos e lugares, convivem com o conflito. Ele expressa, em termos elementares, o inconformismo com a injustiça, a violação de direitos, a opressão econômica, a discriminação. O que nos preocupa como pastores e pastoras é a incitação ao mesmo pela negação ao debate e ao diálogo, pelo ódio a quem pensa diferente e pelo uso da mentira como arma para demonizar pessoas e projetos. A Igreja Episcopal Anglicana do Brasil faz parte da Comunhão Anglicana presente em mais de 150 países do mundo e que, através de seus documentos de reflexão teológica e de posicionamentos públicos, tem se colocado sem...
Catedral da Ressurreição elege nova Deã

Catedral da Ressurreição elege nova Deã

A reverenda Tatiana Ribeiro foi eleita a nova Deã da Catedral da Ressurreição, em Brasília. A escolha foi aplaudida pelos membros da Catedral no domingo passado (23/09), quando a primeira-guardiã da Junta Paroquial, Eneá de Stutz, comunicou a indicação. Eleita por unanimidade pelos membros da Junta, a reverenda Tatiana está em Brasília desde 2009. Quando aceitou o convite de Dom Maurício para trabalhar na Diocese Anglicana de Brasília, trabalhando como clériga associada na Catedral da Ressurreição, auxiliou no trabalho na Missão Filadelfia, foi Pároca na Paróquia São Felipe, em Goiânia, atualmente também é a coordenadora do Centro de Estudos Teológico Diocesano. O cargo de Deão da catedral estava vago há 19 meses. Antes foi ocupado pela reverenda Magda Guedes que em março de 2017 assumiu as paróquias de São João Batista e Trindade, na Diocese Anglicana de Pelotas, Rio Grande do Sul. Atualmente a Revda. Magda é também a Secretária Geral da IEAB. A instalação oficial da reverenda Tatiana no cargo de Deã deverá ocorrer no mês de novembro, em dia a ser posteriormente marcado. O certo é que a reverenda já conta com o apoio de seus paroquianos, e que Deus a abençoe e a guie nessa nova...
Quando o jarro se quebra: reflexão teológica sobre uma Igreja Segura

Quando o jarro se quebra: reflexão teológica sobre uma Igreja Segura

Como nos conta o bispo Cleophas Lunga, da diocese de Matabelalunga, na África, onde a água é uma comodite rara e preciosa, muitas vezes uma comunidade depende do carregador de água para saciar sua cede. A pessoa que carrega a água é vital para a vida da comunidade. E, no entanto, há um ditado dessas culturas que diz: Aquele que carrega o jarro de barro para buscar água para a família é quem mais tem chances de quebrá-lo. Quando as pessoas da Igreja são chamadas ao ministério, elas carregam a responsabilidade de prover a água viva da graça de Jesus Cristo. Se elas abusam da confiança que recebem da comunidade são como o carregador de água quebrando o jarro. Causa danos não apenas ao indivíduo e à família de quem é abusado, mas também a toda a comunidade. Se o carregador de água quebrar o jarro, toda a comunidade tem que agir para encontrar outro jarro; para cuidar dos que tem sede, para buscar por mais água, para descobrir por que o carregador quebrou o vaso e se podemos continuar confiando no carregador ou se a tarefa deve ser confiada a outro. Da mesma forma na Igreja, quando um de nós “quebrou o jarro”, todos nós devemos cuidar, proteger e curar, trabalhando na restauração de nossa casa espiritual, nossa comunidade, nossos companheiros seres humanos. Por isso, devemos oferecer cuidado, proteção e cura onde for necessário, para não colocar obstáculos no caminho do povo de Deus. Conheça um pouco mais sobre a reunião que aconteceu na Diocese Anglicana de Brasília por uma Igreja Segura no vídeo...
Convite dos líderes religiosos à participação do Tempo da Criação

Convite dos líderes religiosos à participação do Tempo da Criação

Queridos irmãos e irmãs em Cristo, “Pergunta, pois, aos animais e eles te ensinarão; às aves do céu e elas te instruirão. Fala (aos répteis) da terra, e eles te responderão, e aos peixes do mar, e eles te darão lições. Entre todos esses seres quem não sabe que a mão de Deus fez tudo isso?” (Jó 12:7-9) Um vez por ano, de 1º de setembro a 4 de outubro, os membros da família de Cristo reservam um tempo para aprofundar seu relacionamento com o Criador, com o próximo e toda a criação. Estamos falando do Tempo da Criação, que teve início em 1989 com o primeiro reconhecimento do dia de oração pela criação por parte do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, mas que agora é celebrado por toda a família cristã. Durante o Tempo da Criação, nos unimos para celebrar a boa dádiva da criação e refletir sobre o cuidado que dispensamos a ela. Essa é uma oportunidade preciosa que temos para interromper nossas rotinas diárias a fim de contemplar a teia de vida que nos une. À medida que a crise ambiental se aprofunda, nós cristão somos chamados a dar testemunho de nossa fé, tomando medidas ousadas para preservar a dádiva que partilhamos. Como canta o salmista: “Do Senhor é a terra e tudo o que ela contém, a órbita terrestre e todos os que nela habitam” (Salmo 24:1). Durante o Tempo da Criação, devemos nos perguntar: Será que nossas ações honram ao Senhor como Criador? Existe alguma forma de aprofundar nossa fé, protegendo nossos irmãos e irmãs mais vulneráveis, que sofrem as consequências diretas da degradação ambiental?...
No caminho a gente se entende, mas caminhar é preciso  – 35º Concílio da Diocese Anglicana de Brasilia, Paranoá/DF

No caminho a gente se entende, mas caminhar é preciso – 35º Concílio da Diocese Anglicana de Brasilia, Paranoá/DF

No caminho a gente se entende, mas caminhar é preciso 35º Concílio da Diocese Anglicana de Brasilia, DF, Brasil 1 e 2 de Setembro de 2018     “Grava-me como um selo em teu coração, Como um selo em teu braço; Pois o amor é forte, é como a morte! Cruel como o abismo é a paixão; Suas chamas são chamas de fogo Uma faísca divina.” (Ct 8:6)   A Diocese Anglicana de Brasília dá testemunho do seu compromisso de ser o sacramento do Cristo em meio a uma sociedade violentada e carente de amor e solidariedade, escutando os clamores do povo e da natureza para continuar sendo comunhão (koinonia) e serviço (diaconia) em direção ao Reinado de Deus. O 35º Concílio da Igreja local, que aconteceu em Setembro de 2018, cumpriu seu objetivo de congregar o povo de Deus, sob a orientação da Ruah Divina (o Espírito perturbador de Deus, cf At 2:1-13), para ouvir a Palavra de Deus e obedecer o mandamento de permanecer no amor, através da oração, diálogo e cuidado (pastoral/diaconia). Amar não é uma tarefa fácil. E sim, amar é uma tarefa, uma ação que afeta você mesma/o e a outras pessoas. E amar implica em permanecer no desejo de dialogar e caminhar juntas/os. E não, continua não sendo fácil. O Concílio foi longamente preparado, sob a orientação do Espírito Santo, em oração, estudo e escuta do que Deus quer de nós e para nós (para o mundo). Em meio a tantas estatísticas de violência, empobrecimento, desigualdades crescentes, assassinatos e adoecimento (mental, físico, espiritual) a or(a)ção é um caminho transformador e sustentador da fé...